Painel no Summit Agenda SP + Verde destaca empregos verdes como motor para inclusão social e desenvolvimento econômico

Especialistas apontaram qualificação, inovação e políticas públicas como pilares para geração de trabalho e renda na transição ecológica

No palco Finanças Verdes, o painel “Empregos Verdes, Sustentabilidade e Geração de Oportunidades”, realizado nesta terça-feira (4) no Summit Agenda SP + Verde, reuniu representantes do governo, organismos internacionais e instituições de ensino para debater como a economia verde pode impulsionar novas oportunidades de trabalho e renda, com foco em inclusão social, capacitação e desenvolvimento territorial equilibrado. A mediação foi conduzida pela jornalista Beatriz Bulla.

A subsecretária de Competitividade, Desenvolvimento Econômico e Regional do Governo de São Paulo, Júlia da Motta, destacou que as políticas públicas precisam caminhar juntas para que a transformação aconteça e que a participação do setor privado é essencial nesse processo. Segundo ela, o Estado já registra dois milhões de empregos relacionados à economia verde, o que representa cerca de 30% dos empregos verdes do país. Júlia reforçou que iniciativas como o programa de Cidades Inteligentes vêm identificando vocações regionais para impulsionar a geração de renda e que o governo está integrando políticas de competitividade, qualificação profissional, inovação e desenvolvimento regional para garantir que a transição ecológica chegue aos territórios.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Rodrigo Goulart, afirmou que os empregos verdes também avançam no município, que já contabiliza 272 mil vagas com esse perfil, impulsionadas por políticas locais. Ele destacou ainda que a transição energética já está em curso no transporte público, com mil ônibus elétricos em circulação na cidade e exigência para que os novos veículos sigam o mesmo padrão, substituindo gradualmente a frota movida a diesel.

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Pinheiro, lembrou que os empregos verdes estão entre os que mais crescem no mundo, ultrapassando um bilhão de postos de trabalho em 2023. Ele ressaltou, porém, que para que a transição seja bem-sucedida e duradoura, é fundamental que seja justa, garantindo apoio aos trabalhadores e aos setores que passarão por mudanças estruturais.

O gerente de Relacionamento com o Mercado do SENAI-SP, Marcello Souza, reforçou a importância de apoiar as empresas na descarbonização de seus processos e destacou que os empregos verdes exigem um conjunto de novas competências. Para ele, a qualificação profissional precisa avançar junto com a transformação produtiva, tanto para atender às demandas das empresas quanto para garantir que os trabalhadores estejam preparados para ocupar as vagas que surgem.

Sobre o evento

O Summit Agenda SP+Verde é um evento internacional pré-COP promovido pelo Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e USP. O encontro reúne especialistas, lideranças e representantes da sociedade para debater desenvolvimento sustentável e economia verde.

A estrutura montada no Parque Villa-Lobos conta com cinco palcos, rodada de negócios, área de inovação, Casa da Circularidade, espaço gastronômico e atrações culturais.

Os debates estão organizados em quatro eixos temáticos: Finanças Verdes, Resiliência e o Futuro das Cidades, Justiça Climática e Sociobiodiversidade e Transição Energética e Descarbonização. Uma trilha de economia circular também conecta todos os palcos e se estende à Casa da Economia Circular, com vivências e workshops sob curadoria do Movimento Circular.

Na área de inovação, universidades e institutos tecnológicos discutem o papel da pesquisa e da tecnologia na transformação climática de São Paulo. No palco principal, a economia verde é o centro das discussões, com presença de lideranças políticas e convidados nacionais e internacionais.

O Summit é resultado de uma ampla mobilização pelo desenvolvimento sustentável e conta com patrocínio de Cosan, Comgás, Edge, Rumo, Sabesp, Itaú, Amazon, Votorantim Cimentos, EcoUrbis, Solví, Loga, Motiva, EDP, Veolia, CPFL Energia, Metrô, Stellantis, Ecovias, Toyota, JHSF, TetraPak, Aena, Scania, AstraZeneca, Weg e Bracell; além de apoio institucional da Fiesp, Senai, Única, Aesabesp, Abrainc, Secovi-SP, Associação Comercial de São Paulo, Pateo 76, Abiogás, SP Águas, Cetesb, DER-SP, Fundação Florestal, Arsesp, SPTrans, Prefeitura de Campinas, B3, The Nature Conservancy, CEBDS, Pacto Global, SOS Mata Atlântica, Movimento Circular, União BR, Circular Brain, CET-SP, Dia da Terra, Instituto de Conservação Costeira, Inovaclima, IPT, Zeros, Ideia Sustentável, Kearney, Instituto Baccarelli, Zero Summit, Parque Villa-Lobos, NEOOH, Global Renewables Alliance (GRA) e Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI), MBRF, White Martins e Microsoft.